quarta-feira, 11 de maio de 2011

O tempo ensina


O que sou? O que sinto? Só eu sinto isso? O mundo só é diferente para mim? O que move o mundo? Qual o melhor sentimento que nos exprime? Qual o pior sentimento que podemos expressar?
Eu não sei, nem sei ao mesmo o que sou, e o que me espera. Nasci para sofrer? Nasci para ser solitário? Quantos existem iguais a mim? Afinal existe alguém igual a mim?
São tantas perguntas que às vezes me perco em quais pensarem e tentar encontrar as respostas.
Muitas perguntas não precisariam ser feitas, se todos não nos fizessem pensar nelas. Quando pequenos o mundo é muito fácil. Todos que chegam perto de nós são nossos amigos. Você desconhece a inveja, soberba, falsidade. Mas quando cresce você percebe que está rodeado por tudo isso. Muitos chegam perto de você pelo que você tem, pelo seu status, não pela amizade, por gostar de estar perto de você.
Chega um ponto em sua vida que você tenta largar tudo, fugir, tentar se esconder. Você percebe que todos chegam a seus círculos para ganhar algo em troca, muitos com inveja, e poucos verdadeiros amigos. Mas sentimentos maus estão em todos os lugares, não adianta correr, se esconder, pedir pela mãe.
Crescer é fácil, se tornar adulto também. Difícil é crescer com a vida. Deixar de acreditar em pessoas que você faria tudo. Descobrir que nem tudo que te dizem é verdade, e muitas das vezes são mentiras apenas para conseguir algo. Difícil é ter que aprender tudo sozinho, não ter a ajuda de ninguém, a orientação, chorar sozinho, e depois de um tempo pensar “como eu pude passar por tudo isso? Era algo tão simples”
Na realidade depois de um tempo parece fácil, pois você já sofreu, já compreendeu seus erros e entendeu onde não errar mais.
Mas isso leva tempo, e o tempo machuca.

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